Psicologia descritivo-fenomenológica da morte

Autores

DOI:

https://doi.org/10.59780/iecy3934

Palavras-chave:

Psicologia descritiva, Fenomenologia, Vivência, Morte, Consciência

Resumo

Este ensaio propõe-se estabelecer uma definição sobre a morte por meio de uma psicologia descritivo-fenomenológica. Psicologia descritiva e fenomenológica porque atém-se à vivência (Erlebnis), ao que é vivido nos atos conscienciais. O material para essa psicologia fenomenológica são as “experiências de quase morte” (EQMs), fenômenos muito conhecidos na literatura médica e psicológica. Elas fornecem a base vivencial para uma definição sobre a morte e o morrer. Mas, antes dessa fenomenologia, faz-se, neste ensaio, uma breve análise de alguns problemas teóricos em torno da morte, como o problema de uma definição sobre a morte, a questão da certeza da morte e a indemonstrabilidade da morte como aniquilação da pessoa ou desaparecimento total da consciência. A partir dessas análises, então, é possível concluir definindo a morte, definição totalmente fundada na descrição fenomenológica da experiência vivida (Erleben).

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Publicado

2026-04-03

Como Citar

ALVES, Daniel Felipe. Psicologia descritivo-fenomenológica da morte. Inquietude, Goiânia, v. 17, n. 1, p. 138–169, 2026. DOI: 10.59780/iecy3934. Disponível em: https://revistainquietude.com.br/index.php/inquietude/article/view/148. Acesso em: 19 maio. 2026.

Edição

Seção

Dossiê