Psicologia descritivo-fenomenológica da morte
DOI:
https://doi.org/10.59780/iecy3934Palavras-chave:
Psicologia descritiva, Fenomenologia, Vivência, Morte, ConsciênciaResumo
Este ensaio propõe-se estabelecer uma definição sobre a morte por meio de uma psicologia descritivo-fenomenológica. Psicologia descritiva e fenomenológica porque atém-se à vivência (Erlebnis), ao que é vivido nos atos conscienciais. O material para essa psicologia fenomenológica são as “experiências de quase morte” (EQMs), fenômenos muito conhecidos na literatura médica e psicológica. Elas fornecem a base vivencial para uma definição sobre a morte e o morrer. Mas, antes dessa fenomenologia, faz-se, neste ensaio, uma breve análise de alguns problemas teóricos em torno da morte, como o problema de uma definição sobre a morte, a questão da certeza da morte e a indemonstrabilidade da morte como aniquilação da pessoa ou desaparecimento total da consciência. A partir dessas análises, então, é possível concluir definindo a morte, definição totalmente fundada na descrição fenomenológica da experiência vivida (Erleben).
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