Examinando premissas ideológicas na semântica de Frege
Uma investigação de alguns padrões de pensamento uniformizado sobre o significado nas primícias da filosofia analítica
DOI:
https://doi.org/10.59780/kmvf1222Palavras-chave:
Frege, Semântica, Filosofia da linguagem, Filosofia analíticaResumo
O presente artigo parte do pressuposto de que a facção dominante dos autores da primeira fase da filosofia analítica – influenciada principalmente pela obra de Gottlob Frege – tinha uma ideia mais ou menos delimitada do que deveria ser a lógica, e que essa ideia fundamentava sua própria ideologia, entendida como um conjunto normatizador de ideias sobre o significado e seus parâmetros científicos. Argumentamos que a elaboração de princípios para atribuição de valor de verdade com base em parâmetros semânticos (para seleção efetiva de well-formed-formulas) levou a uma visão ideológica que está em harmonia com o dogma empirista-positivista, bem como com as perspectivas sociológicas populares sobre as condições para a comunicação e compreensão coletiva. Essas condições pretendem ser paralelas aos padrões de evidência e inferência disponíveis nas ciências naturais e aos critérios de padronização sociológica de suposições compartilhadas para uma troca comunicativa efetiva. Em um breve apêndice concluímos o artigo desdobrando algumas perspectivas para uma visão alternativa do conceito de significado, possível graças à flexibilidade dos parâmetros lógicos (através da lógica e semântica não clássicas) e da crítica aos dogmas da primeira fase da filosofia analítica (Quine).
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