Kant e o testemunho

Autores

  • Douglas Castro de Jesus Mestrando em Filosofia pelo Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências, da Universidade Federal da Bahia/Universidade Estadual de Feira de Santana (UFBA/UEFS)

Palavras-chave:

Epistemologia do Testemunho, Kant, Reducionismo, Não-reducionismo

Resumo

Neste artigo, pretendemos aproximar Kant de um debate contemporâneo marcado por posições reducionistas e não-reducionistas em Epistemologia do Testemunho. Nesse campo de estudos, essas duas posições divergem sobre a maneira pela qual podemos acreditar justificadamente na palavra de outras pessoas. Reducionistas defendem que podemos crer no testemunho, de modo justificado, apenas reduzindo-o a outras fontes de justificação de crenças, como a percepção ou o raciocínio. Não-reducionistas, por outro lado, afirmam que essa redução não é necessária, pois já possuímos razões prévias para acreditar justificadamente em testemunhos. Primeiramente, faremos uma breve exposição de duas posições fundantes nesse debate, a de Coady (1992) e a de Fricker (1995), em seguida, pretendemos relacionar uma perspectiva epistemológica kantiana do testemunho a tais posições.

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Referências

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Publicado

2025-02-26

Como Citar

CASTRO DE JESUS, Douglas. Kant e o testemunho. Inquietude, Goiânia, v. 11, n. 2, 2025. Disponível em: https://revistainquietude.com.br/index.php/inquietude/article/view/66. Acesso em: 4 abr. 2025.

Edição

Seção

Artigos