Os limites do hilemorfismo e o conceito de transubstanciação em Tomás de Aquino
Palavras-chave:
Eucaristia, Mudança, ConversãoResumo
O problema sobre o qual trata este artigo é o da transubstanciação tal qual tratado por Tomás de Aquino (1225-1274). Primeiramente, é demonstrada a relevância do tema para a História da Filosofia, explicitando-se o vocabulário e o arcabouço
conceitual utilizado para tratá-lo desde anteriormente ao surgimento da Universidade até o início da modernidade. Ademais, é apresentado modo que Tomás aporta para a conciliação entre este artigo de fé e sua Filosofia da Natureza, utilizando o vocabulário da física aristotélica e extrapolando seus domínios, quando a mesma parece não acomodar a explicação para o fenômeno que ocorre no sacramento da Eucaristia. Desse modo, são destacados alguns pontos de conflito em que o autor amplia o domínio das teses da Física de Aristóteles para produzir uma filosofia que concilie a fé cristã com a razão antiga, como: a postulação da
existência do movimento (conversão) no âmbito da substância, a alteração da relação entre substância e sujeito, a necessidade (ou não) de um sujeito comum entre o ser que era (pão) e o ser que é (corpo) e a alteração da relação entre presença e lugar.
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