"Uma história heroica da modernidade” - comentários sobre O Eu impertinente de Josef Früchtl

Parte II: o eu impertinente: romantismo, eu agonal e filme de gângster

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Résumé

Este artigo tratará incialmente da definição do princípio que move a personagem gângster, nomeado por Früchtl como princípio agonal, elaborado com base na reconceituação do trágico. As teorias filosóficas que fundamentam este princípio remetem ao Idealismo Alemão e Romantismo, teorias que ecoam, como referência, a discussão de Früchtl com Charles Taylor e Richard Rorty. Trataremos em um segundo momento da reformulação do herói trágico operada na passagem do cowboy solitário para o gângster da cidade, incluindo nesta parte algumas citações relativas aos seguintes filmes: Unforgiven (Os imperdoáveis), The wild bunch (Meu ódio será sua herança), High noon (Matar ou morrer), Scarface e The godfather I (O poderoso chefão I). A construção da figura do herói, na passagem de um gênero a outro, remete a uma ideia retirada da teoria de Walter Benjamin em dois momentos: a apropriação da idéia do herói como ator ou intérprete e a ideia de melancolia. Por fim, a composição desta figura completa-se com a definição do que poderíamos chamar de caráter “Cool” ou “Blasé”, constituído em aliança com o irônico. Os filmes de referência neste caso, além dos já citados, são: Silêncio dos inocentes, Pulp fiction, Bonnie & Clyde.

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Références

BENJAMIN, Walter. Crise do romance. In: BOLLE, Willi (org.). Documentos de cultura. Documentos de barbárie. Trad. Celeste H. M. R. de Sousa. São Paulo: EDUSP, 1986, p.126-9.

FRÜCHTL, Josef. Das unverschämte Ich - eine Heldengeschichte der Moderne. Frankfurt am Main: Suhrkamp, 2004.

FRÜCHTL, Josef. The impertinent Self. A heroic history of modernity. Trad. Sarah L. Kirby. Stanford: Stanford University Press, 2009. (Referências aos demais autores e textos constam nesta obra).

Filmes

BUTCH Cassidy and Sundance Kid. Direção: George Roy Hill. EUA: 20th Century-Fox, 1969.

HIGH noon (Matar ou morrer). Direção: Fred Zinneman. EUA: United Artists, 1952.

HIGH plains drifter (O estranho sem nome). Direção: Clint Eastwood: EUA: Universal Pictures, 1972.

PALE rider (O cavaleiro solitário). Direção: Clint Eastwood. EUA: Warner Bros., 1985.

PULP fiction. Direção: Quentin Tarantino. EUA: Miramax Films, 1994.

SCARFACE. Direção: Brian De Palma. EUA: Universal Pictures, 1983.

SCARFACE. Direção: Howard Hawks. EUA: United Artists, 1932

THE godfather (O poderoso chefão – trilogia). Direção: Francis Ford Coppola. EUA: Paramount Pictures, 1972; 1974; 1990.

THE public enemy (O inimigo público). Direção: William A. Wellman. EUA: Warner Bros. Pictures, 1931.

THE silence of the lambs (O silêncio dos inocentes). Direção: Jonathan Demme. EUA: Orion Pictures, 1991.

THE wild bunch (Meu ódio sera sua herança). Direção: Sam Peckinpah. EUA: Warner Bros.-Seven Arts, 1969.

UNFORGIVEN (Os imperdoáveis). Direção: Clint Eastwood. EUA: Warner Bros., 1992.

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Publiée

2013-02-06

Comment citer

MILANI DAMIÃO, Carla; GOMES PRADO, Edson Lenine; TELES SILVA, Jadson; NEVES DE CAMPOS, Joyce; TRIZOLI, Talita. "Uma história heroica da modernidade” - comentários sobre O Eu impertinente de Josef Früchtl: Parte II: o eu impertinente: romantismo, eu agonal e filme de gângster. Inquietude, Goiânia, v. 3, n. 2, p. 235–85, 2013. Disponível em: https://revistainquietude.com.br/index.php/inquietude/article/view/283. Acesso em: 26 sept. 2026.

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