A gestão da vida capital e a constituição do homo dispensatio

Autores

  • Rogério Luis da Rocha Seixas Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Palavras-chave:

Biogovernamentalidade, Biopoder, Capitalismo, Homo dispensatio, Vida capital

Resumo

Iniciamos o resumo com a seguinte questão: o que significa afirmar que a vida tornou-se um capital? Michel Foucault problematiza este tema, quando assinala que o biopoder está ligado ao capitalismo. Neste caso, trata-se de compreender como o aumento e o confisco das riquezas supõem o desenvolvimento de poderes que capturam as forças vitais para fazer com que participem do processo de criação de riquezas. Qual outra questão fundamental acoplada a esta pode ser ressaltada? Que o capitalismo contemporâneo está estritamente ligado à produção dos modos de subjetivação. Em Nascimento da biopolítica, Foucault mostra como o capitalismo faz um apelo aos homens para construírem suas vidas como um empreendimento. Alude-se ao homo oeconomicus como um sujeito que considera-se a si mesmo como um capital a ser valorizado. Tem-se, assim, a percepção de um “capital humano” gestado como “um mercado de vidas”, através de uma biogovernamentalidade neoliberal, regulando-se a conduta dos sujeitos a partir de um lugar da verdade, o mercado. Propomos a constituição de uma nova subjetividade: o homo dispensatio. Ao traçarmos a relação entre a gestão da vida como capital e a constituição desta subjetividade inédita, destacaremos o que tal situação acarreta do ponto de vista ético e político.

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Referências

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Publicado

2013-02-06

Como Citar

DA ROCHA SEIXAS, Rogério Luis. A gestão da vida capital e a constituição do homo dispensatio. Inquietude, Goiânia, v. 3, n. 2, p. 165–85, 2013. Disponível em: https://revistainquietude.com.br/index.php/inquietude/article/view/279. Acesso em: 26 set. 2026.

Edição

Seção

Dossiê