Nietzsche, Butler, Derrida
Passos de “mulher” – desconstrução e perspectivas para o feminismo
Palabras clave:
Desconstrução, genealogia, “mulher”, feminismo, performatividadeResumen
O texto reflete sobre genealogia e desconstrução como operadores teóricos da crítica aos impasses do feminismo, notadamente os conceitos de identidade e representatividade. Os autores subvertem os sistemas epistemológicos/ontológicos centrados na “metafísica da substância”, revelando-os como construtos históricos da arquitetura do poder, da lei e da linguagem instituídos e institucionalizados e problematizando sua suposição de naturalidade e inevitabilidade, assim como a dos conceitos e categorias impostos por eles. A partir da crítica à “mulher em si”, a identidade é concebida como “ato performativo discursivamente compelido”, o que gera um problema para os movimentos políticos que elegem a luta pelo “sujeito” como motor de atuação. Os “contextos de paródia” são apontados como destacadores desse caráter de construção performativa do considerado verdadeiro, original, essencial e como “bases” de proposição de outras e novas maneiras de conduzir o feminismo, que atentem para a composição múltipla dos indivíduos singulares por ele representados. “Representatividade”, revista assim, desliga-se da noção de uma “substância” do sujeito político e adere ao movimento estratégico de acolher, em alianças provisórias assumidas conforme as necessidades e pressões do momento, a diversidade dos corpos dissidentes das normas do sexo, do gênero e da “mulher”.
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Citas
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