Nietzsche e Freud

Aproximações a partir da estética e filosofia do trágico

Autores/as

  • Bruno Werneck Universidade Federal de Goiás (UFG)

DOI:

https://doi.org/10.59780/gpfk8285

Palabras clave:

Filosofia, Psicanálise, Trágico, Modernidade, Estética

Resumen

O trágico enquanto movimento estético moderno teve suas raízes na Alemanha do século XIX, impulsionado pelos autores do romantismo alemão. Após uma série de desenvolvimentos e elaborações, os autores do Sturm und Drang, movimento artístico literário traduzido como “ímpeto e tempestade”, resgataram a tragédia grega enquanto movimento estético e provocaram, segundo Isaiah Berlin, uma revolução sem precedentes no pensamento ocidental. Nietzsche afirma ser o primeiro filósofo trágico e inaugura, com sua filosofia, uma nova maneira de pensar o homem a partir da crítica ao idealismo alemão. O trágico, enquanto campo marcado pela dialética e contradição, anuncia a modernidade e imprime uma nova concepção de homem, pautada pela insolúvel dissonância que lhe habita. Freud faz dessa contradição seu campo teórico, ao afirmar que “o Eu não é senhor em sua morada”, e funda a psicanálise como práxis clínica teorizada. O objetivo deste trabalho é investigar as possíveis aproximações e articulações entre os dois autores e suas contribuições para o pensamento moderno. A partir da análise de dois textos principais – O nascimento da tragédia, de Nietzsche e Das Unheimliche, de Freud – foi possível constatar aproximações relevantes entre a categoria estética do estranho proposta pelo texto freudiano e a filosofia do trágico, no que Nietzsche postula ser a antítese do socratismo estético. A estranheza, como marca do trágico, abarca a dimensão do inconsciente e subverte a estética clássica da Grécia antiga.

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Citas

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Publicado

2025-10-07

Cómo citar

WERNECK, Bruno. Nietzsche e Freud: Aproximações a partir da estética e filosofia do trágico. Inquietude, Goiânia, v. 16, n. 2, p. 46–58, 2025. DOI: 10.59780/gpfk8285. Disponível em: https://revistainquietude.com.br/index.php/inquietude/article/view/76. Acesso em: 26 sep. 2026.